Rang e Dale: Farmacologia
Controle endócrino da reprodução
para influenciar o estilo de vida (ver Capítulo 59). Será descrito também o
princípio da retroalimentação (feedback) negativa, que é fundamental para o
entendimento de como os hormônios interagem para controlar a
reprodução1 – muitos fármacos, incluindo agentes usados para prevenir ou
assistir a concepção, trabalham influenciando os mecanismos de
retroalimentação negativa. Este capítulo é concluído com uma seção sobre
disfunção erétil.
CONTROLE ENDÓCRINO DA REPRODUÇÃO
O controle hormonal dos sistemas reprodutivos no homem e na mulher
envolve: esteroides sexuais das gônadas; mediadores hipotalâmicos,
incluindo o hormônio decapeptídio de liberação da gonadotrofina (GnRH);
e a glicoproteína gonadotrofina da adeno-hipófise (ver Capítulo 34). A
kisspeptina, uma proteína que é um ligante de receptor acoplado à proteína
G para um receptor conhecido como GPR54, inicia a secreção de GnRH na
puberdade. Esse hormônio é liberado do hipotálamo para atuar na adeno-
hipófise, desencadeando a liberação do hormônio luteinizante (LH) e do
hormônio foliculoestimulante (FSH). Esses hormônios gonadotróficos
controlam a maturação sexual e a gametogênese. A kisspeptina tem sido
associada à ligação sexual. A neurocinina B (NKB) (ver Capítulo 19) está
também implicada no controle da secreção de GnRH nos humanos, com
possíveis papéis na gravidez, na maturação sexual e na menopausa. Está
presente, juntamente com a kisspeptina e a dinorfina, no núcleo arqueado
do hipotálamo, onde tais mediadores estão envolvidos na geração de
liberação pulsátil de GnRH. A NKB está implicada na ruborização na
menopausa, e o bloqueio do receptor NK3 reduziu essa ruborização (Prague
et al., 2017).