Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 429 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Controle endócrino da reprodução

para influenciar o estilo de vida (ver Capítulo 59). Será descrito também o

princípio da retroalimentação (feedback) negativa, que é fundamental para o

entendimento de como os hormônios interagem para controlar a

reprodução1 – muitos fármacos, incluindo agentes usados para prevenir ou

assistir a concepção, trabalham influenciando os mecanismos de

retroalimentação negativa. Este capítulo é concluído com uma seção sobre

disfunção erétil.

 

CONTROLE ENDÓCRINO DA REPRODUÇÃO

O controle hormonal dos sistemas reprodutivos no homem e na mulher

envolve: esteroides sexuais das gônadas; mediadores hipotalâmicos,

incluindo o hormônio decapeptídio de liberação da gonadotrofina (GnRH);

e a glicoproteína gonadotrofina da adeno-hipófise (ver Capítulo 34). A

kisspeptina, uma proteína que é um ligante de receptor acoplado à proteína

G para um receptor conhecido como GPR54, inicia a secreção de GnRH na

puberdade. Esse hormônio é liberado do hipotálamo para atuar na adeno-

hipófise, desencadeando a liberação do hormônio luteinizante (LH) e do

hormônio foliculoestimulante (FSH). Esses hormônios gonadotróficos

controlam a maturação sexual e a gametogênese. A kisspeptina tem sido

associada à ligação sexual. A neurocinina B (NKB) (ver Capítulo 19) está

também implicada no controle da secreção de GnRH nos humanos, com

possíveis papéis na gravidez, na maturação sexual e na menopausa. Está

presente, juntamente com a kisspeptina e a dinorfina, no núcleo arqueado

do hipotálamo, onde tais mediadores estão envolvidos na geração de

liberação pulsátil de GnRH. A NKB está implicada na ruborização na

menopausa, e o bloqueio do receptor NK3 reduziu essa ruborização (Prague

et al., 2017).