Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 531 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Outros agentes intravenosos

suprime a produção dos esteroides da hipófise, efeito que vem sendo

associado ao aumento da mortalidade entre pacientes com doenças mais

graves. Deve ser evitado no caso de pacientes que apresentam risco de

insuficiência suprarrenal, como, por exemplo, na sepse. É preferível ao

tiopental no caso de pacientes com risco de insuficiência circulatória.

 

OUTROS AGENTES INTRAVENOSOS

Cetamina

▼ A cetamina assemelha-se muito à fenciclidina, tanto química quanto

farmacologicamente. Ambas são utilizadas recreativamente devido aos

efeitos acentuados na percepção sensorial (ver Capítulo 49). Acredita-se

que ambos os fármacos atuem por meio do bloqueio da ativação do

receptor NMDA (ver Capítulo 39). Produzem um estado anestésico

semelhante e analgesia profunda, mas a cetamina provoca menos

euforia e distorção sensorial que a fenciclidina e, por isso, torna-se mais

útil na anestesia. A cetamina pode ser utilizada como um analgésico, em

baixas dosagens (ver Capítulo 43), e é utilizada no tratamento agudo da

depressão (ver Capítulo 48).

Administrada por via intravenosa, a cetamina demora um pouco mais

para iniciar seu efeito (1 a 2 minutos) em comparação com o tiopental e

produz efeito diferente, conhecido como “anestesia dissociativa”, na

qual existe perda sensorial acentuada e analgesia, assim como amnésia,

sem perda completa da consciência. Durante a indução e a recuperação,

podem ocorrer movimentos involuntários e experiências sensoriais. A

cetamina não atua simplesmente como depressora do SNC e produz

efeitos cardiovasculares e respiratórios bem diferentes daqueles

observados com a maioria dos anestésicos. A pressão sanguínea e a Muitos anestésicos inalatórios que foram amplamente usados no passado,