Rang e Dale: Farmacologia
Outros agentes intravenosos
suprime a produção dos esteroides da hipófise, efeito que vem sendo
associado ao aumento da mortalidade entre pacientes com doenças mais
graves. Deve ser evitado no caso de pacientes que apresentam risco de
insuficiência suprarrenal, como, por exemplo, na sepse. É preferível ao
tiopental no caso de pacientes com risco de insuficiência circulatória.
OUTROS AGENTES INTRAVENOSOS
Cetamina
▼ A cetamina assemelha-se muito à fenciclidina, tanto química quanto
farmacologicamente. Ambas são utilizadas recreativamente devido aos
efeitos acentuados na percepção sensorial (ver Capítulo 49). Acredita-se
que ambos os fármacos atuem por meio do bloqueio da ativação do
receptor NMDA (ver Capítulo 39). Produzem um estado anestésico
semelhante e analgesia profunda, mas a cetamina provoca menos
euforia e distorção sensorial que a fenciclidina e, por isso, torna-se mais
útil na anestesia. A cetamina pode ser utilizada como um analgésico, em
baixas dosagens (ver Capítulo 43), e é utilizada no tratamento agudo da
depressão (ver Capítulo 48).
Administrada por via intravenosa, a cetamina demora um pouco mais
para iniciar seu efeito (1 a 2 minutos) em comparação com o tiopental e
produz efeito diferente, conhecido como “anestesia dissociativa”, na
qual existe perda sensorial acentuada e analgesia, assim como amnésia,
sem perda completa da consciência. Durante a indução e a recuperação,
podem ocorrer movimentos involuntários e experiências sensoriais. A
cetamina não atua simplesmente como depressora do SNC e produz
efeitos cardiovasculares e respiratórios bem diferentes daqueles
observados com a maioria dos anestésicos. A pressão sanguínea e a Muitos anestésicos inalatórios que foram amplamente usados no passado,