Rang e Dale: Farmacologia
Alvos proteicos para ligação de fármacos
Esses pontos de ligação tão importantes são frequentemente referidos
como “alvos farmacológicos” (alusão óbvia à famosa expressão “balas
mágicas” cunhada por Ehrlich e que descreve o potencial dos fármacos
antimicrobianos). Os mecanismos pelos quais a associação entre uma
molécula de um fármaco e seu alvo leva a uma resposta fisiológica
constituem o principal foco da pesquisa farmacológica. A maioria dos alvos
farmacológicos é representada por moléculas proteicas. Durante muito
tempo, acreditou-se que os efeitos dos anestésicos gerais (ver Capítulo 42)
eram produzidos por meio da interação desses fármacos com os lipídios das
membranas; contudo, atualmente, parece que tais fármacos interagem
principalmente com as proteínas das membranas (Franks, 2008).
Todas as regras, no entanto, necessitam de exceções. Assim, muitos
fármacos antimicrobianos e antitumorais (ver Capítulos 52 e 57), bem como
agentes mutagênicos e carcinogênicos (ver Capítulo 58), interagem
diretamente com o DNA, em vez de interagirem com as proteínas; os
bisfosfonatos, por sua vez, utilizados no tratamento da osteoporose (ver
Capítulo 37), ligam-se aos sais de cálcio da matriz óssea, tornando-a tóxica
para os osteoclastos, como veneno de rato. Existem ainda exceções entre a
nova geração de biofármacos, que incluem ácidos nucleicos, proteínas e
anticorpos (ver Capítulo 5).
ALVOS PROTEICOS PARA LIGAÇÃO DE FÁRMACOS
Há quatro tipos principais de proteínas reguladoras que, em geral, atuam
como alvos farmacológicos primários:
• Receptores
• Enzimas
• Moléculas carregadoras (transportadoras)