Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 12 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Alvos proteicos para ligação de fármacos

Esses pontos de ligação tão importantes são frequentemente referidos

como “alvos farmacológicos” (alusão óbvia à famosa expressão “balas

mágicas” cunhada por Ehrlich e que descreve o potencial dos fármacos

antimicrobianos). Os mecanismos pelos quais a associação entre uma

molécula de um fármaco e seu alvo leva a uma resposta fisiológica

constituem o principal foco da pesquisa farmacológica. A maioria dos alvos

farmacológicos é representada por moléculas proteicas. Durante muito

tempo, acreditou-se que os efeitos dos anestésicos gerais (ver Capítulo 42)

eram produzidos por meio da interação desses fármacos com os lipídios das

membranas; contudo, atualmente, parece que tais fármacos interagem

principalmente com as proteínas das membranas (Franks, 2008).

Todas as regras, no entanto, necessitam de exceções. Assim, muitos

fármacos antimicrobianos e antitumorais (ver Capítulos 52 e 57), bem como

agentes mutagênicos e carcinogênicos (ver Capítulo 58), interagem

diretamente com o DNA, em vez de interagirem com as proteínas; os

bisfosfonatos, por sua vez, utilizados no tratamento da osteoporose (ver

Capítulo 37), ligam-se aos sais de cálcio da matriz óssea, tornando-a tóxica

para os osteoclastos, como veneno de rato. Existem ainda exceções entre a

nova geração de biofármacos, que incluem ácidos nucleicos, proteínas e

anticorpos (ver Capítulo 5).

 

ALVOS PROTEICOS PARA LIGAÇÃO DE FÁRMACOS

Há quatro tipos principais de proteínas reguladoras que, em geral, atuam

como alvos farmacológicos primários:

 

• Receptores

• Enzimas

• Moléculas carregadoras (transportadoras)