Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 162 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Modulação pós-sináptica

Os mediadores químicos agem com frequência sobre estruturas pós-

sinápticas, que incluem neurônios, células da musculatura lisa, células do

músculo cardíaco e assim por diante, de tal modo que há alteração na

excitabilidade ou no padrão de descarga espontânea dessas estruturas. Em

muitos casos, como na modulação pré-sináptica, isso é causado por

alterações no funcionamento dos canais de cálcio e/ou potássio. Alguns

exemplos são os seguintes:

 

• O efeito excitatório lento produzido por diversos mediadores, que

incluem acetilcolina e peptídios como a substância P (ver Capítulo 19),

resulta principalmente de uma diminuição da permeabilidade ao K+.

Inversamente, o efeito inibitório de vários peptídios opioides no

intestino decorre principalmente de aumento da permeabilidade ao K+

Neuromodulação e interações pré-sinápticas

 

• Além de atuarem diretamente como neurotransmissores, os mediadores químicos são

capazes de regular:

– A liberação pré-sináptica de transmissores

– A excitabilidade neuronal

• Ambos são exemplos de neuromodulação e geralmente envolvem a regulação de canais

iônicos da membrana por meio de segundos mensageiros

• Os receptores pré-sinápticos podem inibir ou aumentar a liberação de um

neurotransmissor, sendo a inibição a mais importante

• Os autorreceptores pré-sinápticos inibitórios estão presentes em neurônios noradrenérgicos

e colinérgicos, fazendo com que cada transmissor iniba sua própria liberação

(retroalimentação autoinibitória)

• Muitos mediadores endógenos (p. ex., GABA, prostaglandinas, opioides e outros

peptídios), bem como os próprios transmissores, exercem um controle pré-sináptico

(principalmente inibitório) sobre a liberação do transmissor autonômico.

 

• O neuropeptídio Y (NPY), que é liberado como cotransmissor

juntamente com a norepinefrina em muitas terminações nervosas

simpáticas, aumenta o efeito vasoconstritor da norepinefrina e, assim,

facilita enormemente a transmissão.

 

Os efeitos pré e pós-sinápticos abordados anteriormente são frequentemente

descritos como neuromodulação, porque o mediador age aumentando ou

diminuindo a eficácia da transmissão sináptica sem, contudo, participar

diretamente como transmissor. Muitos neuropeptídios, por exemplo, afetam

os canais iônicos de membrana, de modo a aumentar ou diminuir a excitabilidade e, assim, controlam o padrão de descarga da célula. Embora