Rang e Dale: Farmacologia
Fármacos que atuam por meio de outros mecanismos
o vírus influenza B. Administrada oralmente, a amantadina é bem
absorvida, alcança níveis elevados nas secreções (p. ex., saliva) e a maior
parte é eliminada sem alteração pelos rins. É possível sua administração na
forma aerossol.
Os efeitos adversos são relativamente infrequentes, ocorrendo em 5 a
10% dos pacientes, e não são graves. Tonturas, insônia e fala arrastada são
os mais comuns.
FÁRMACOS QUE ATUAM POR MEIO DE OUTROS MECANISMOS
A enfuvirtida inibe a fusão do HIV com a célula hospedeira. Em geral, o
fármaco é administrado por meio de injeção subcutânea, em combinação
com outros, para o tratamento de infecções causadas pelo HIV quando a
resistência se torna um problema ou quando o paciente se mostra intolerante
a algum outro fármaco antirretroviral.
Os efeitos adversos incluem sintomas semelhantes aos da gripe, efeitos
centrais como cefaleia, tontura, alterações de humor, efeitos GI e, algumas
vezes, reações de hipersensibilidade.
O ratelgravir e agentes relacionados atuam inibindo a integrase do
HIV, a enzima que integra o DNA viral ao genoma do hospedeiro durante a
formação do pró-vírus. É empregado no tratamento de infecções causadas
pelo HIV, como parte da terapia combinada, e costuma ser reservado aos
casos cujo vírus se mostra resistente a outros agentes antirretrovirais.
Maraviroque. O CCR5, juntamente com o CXCR4, é receptor para
quimiocinas na superfície das células que tem sido explorado por algumas
espécies de HIV para ganhar acesso às células (ver anteriormente). Nos
pacientes que hospedam espécies “R5”, é possível utilizar o antagonista do receptor de quimiocina maraviroque, em combinação com fármacos