Rang e Dale: Farmacologia
Receptores da acetilcolina
córtex, está associada à doença de Alzheimer (ver Capítulo 41). Outro
grupo, o núcleo septo-hipocampal, fornece o principal impulso colinérgico
para o hipocampo e também está envolvido na memória. Além disso, há –
em contraste com as vias contendo norepinefrina, dopamina e 5-HT –
muitos interneurônios colinérgicos locais, particularmente no corpo
estriado, sendo estes importantes com relação à doença de Parkinson e
coreia de Huntington (ver Capítulo 41).
RECEPTORES DA ACETILCOLINA
A acetilcolina age nos receptores muscarínicos (acoplados à proteína G) e
nicotínicos (ionotrópicos) no SNC (ver Capítulo 14).
Os receptores muscarínicos da ACh (mAChR) no encéfalo são
predominantemente da classe M 1 acoplados à Gq (i. e., subtipos M1, M3 e
M5; ver Capítulo 14). A ativação desses receptores pode resultar na excitação por meio do bloqueio dos canais de K+ do tipo M (KCNQ/Kv7)
(Delmas e Brown, 2005). No entanto, os receptores M 2 e M4 acoplados à
G i/Go são inibitórios por intermédio da ativação dos canais de K+ internamente retificadores e da inibição dos canais de Ca2+ sensíveis à
voltagem. Os mAChR nos terminais colinérgicos funcionam para inibir a
liberação de ACh, e os antagonistas muscarínicos, por bloqueio dessa
inibição, aumentam acentuadamente a liberação de ACh. Muitos dos efeitos
comportamentais associados às vias colinérgicas parecem ser produzidos
pela ACh, agindo nos mAChR. Estão ainda em desenvolvimento
moduladores alostéricos positivos (ver Capítulo 2) seletivos para os
diferentes receptores muscarínicos.
Os receptores nicotínicos da ACh (nAChR) são canais de cátions
acionados por ligantes, permeáveis aos íons Na+, K+ e Ca2+ (Capítulos 3 e
14). São pentâmeros, podem formar combinações homoméricas ou