Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 115 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Administração pela mucosa oral (sublingual ou bucal)

tempo, bem como a concentração, sendo F estimada como

AUCoral/AUCintravenoso. A biodisponibilidade não é uma característica apenas dos fármacos: variações na atividade enzimática da parede intestinal ou do

fígado, no pH gástrico ou na motilidade intestinal também a afetam.

Portanto, não se pode falar estritamente em biodisponibilidade de uma

determinada preparação, mas apenas daquela preparação para certo

indivíduo em uma ocasião específica; e a F determinada em um grupo de

voluntários sadios pode ser substancialmente diferente do valor estipulado

em pacientes com doenças do sistema gastrintestinal ou circulatório.

A biodisponibilidade somente se relaciona com a proporção total de

fármaco que chega à circulação sistêmica, negligenciando a velocidade de

absorção. Se um fármaco for absorvido completamente em 30 min, ele

alcançará uma concentração plasmática muito maior (tendo um efeito mais

acentuado) do que se for absorvido ao longo de várias horas. Os serviços de

vigilância – que precisam tomar decisões sobre o licenciamento de produtos

que são “equivalentes genéricos” dos produtos patenteados – requerem

evidência de “bioequivalência” com base na máxima concentração

alcançada (Cmáx), e o tempo decorrido desde a administração das doses até a

Cmáx (Tmáx) e AUC(0–t). Para a maioria dos fármacos, AUC(0–t) e Cmáx devem estar entre 80 e 125% da preparação comercializada para que o novo

produto genérico seja aceito como bioequivalente (EMEA, 2010).

 

ADMINISTRAÇÃO PELA MUCOSA ORAL (SUBLINGUAL

OU BUCAL)

A absorção diretamente da cavidade oral às vezes é útil quando se deseja

um efeito rápido, especialmente quando o fármaco é instável no pH gástrico

ou rapidamente metabolizado pelo fígado. O trinitrato de glicerila e a buprenorfina são exemplos de fármacos comumente administrados pela