Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 9 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Advento da biotecnologia

estruturais, detectado por meios objetivos e influenciado beneficamente por

intervenções físicas ou químicas apropriadas. Em vez disso, focam

principalmente no mal-estar subjetivo, que pode estar ou não associado a

uma doença. Deixar de lado a objetividade em definir e mensurar a doença

significa divergir dos princípios científicos de se avaliarem a eficácia

terapêutica e o risco, com o resultado de que princípios e práticas venham a

ganhar aceitação sem atender a qualquer dos critérios de validade que

convenceriam um cientista criterioso, cuja satisfação é exigida por lei antes

que um novo fármaco possa ser introduzido na terapêutica. Infelizmente, a

busca por terapias “alternativas” pelo público em geral não está relacionada

com a comprovação de eficácia.6

 

ADVENTO DA BIOTECNOLOGIA

Desde os anos 1980, a biotecnologia surgiu como importante fonte de novos

agentes terapêuticos na forma de anticorpos, enzimas e várias proteínas

reguladoras, incluindo hormônios, fatores de crescimento e citocinas (Clark

& Pazdernik, 2015). Embora esses produtos (conhecidos como biofármacos

ou biológicos) sejam, em geral, produzidos por engenharia genética, e não

quimicamente sintetizados, os princípios farmacológicos são

essencialmente os mesmos dos fármacos convencionais, embora os detalhes

de absorção, distribuição e eliminação, especificidade, efeitos nocivos e

eficácia clínica difiram acentuadamente entre biofármacos de alto e baixo

peso molecular – assim como o seu custo. Olhando um pouco mais à frente,

as terapias baseadas na célula e no gene (ver Capítulo 5), embora ainda

sejam novas, estão começando a elevar a terapia a um novo patamar. Os

princípios que governam a supressão gênica, o esboço, a distribuição e o

controle de genes funcionais artificiais introduzidos nas células, ou de células fabricadas e introduzidas no organismo, são muito diferentes