Rang e Dale: Farmacologia
Advento da biotecnologia
estruturais, detectado por meios objetivos e influenciado beneficamente por
intervenções físicas ou químicas apropriadas. Em vez disso, focam
principalmente no mal-estar subjetivo, que pode estar ou não associado a
uma doença. Deixar de lado a objetividade em definir e mensurar a doença
significa divergir dos princípios científicos de se avaliarem a eficácia
terapêutica e o risco, com o resultado de que princípios e práticas venham a
ganhar aceitação sem atender a qualquer dos critérios de validade que
convenceriam um cientista criterioso, cuja satisfação é exigida por lei antes
que um novo fármaco possa ser introduzido na terapêutica. Infelizmente, a
busca por terapias “alternativas” pelo público em geral não está relacionada
com a comprovação de eficácia.6
ADVENTO DA BIOTECNOLOGIA
Desde os anos 1980, a biotecnologia surgiu como importante fonte de novos
agentes terapêuticos na forma de anticorpos, enzimas e várias proteínas
reguladoras, incluindo hormônios, fatores de crescimento e citocinas (Clark
& Pazdernik, 2015). Embora esses produtos (conhecidos como biofármacos
ou biológicos) sejam, em geral, produzidos por engenharia genética, e não
quimicamente sintetizados, os princípios farmacológicos são
essencialmente os mesmos dos fármacos convencionais, embora os detalhes
de absorção, distribuição e eliminação, especificidade, efeitos nocivos e
eficácia clínica difiram acentuadamente entre biofármacos de alto e baixo
peso molecular – assim como o seu custo. Olhando um pouco mais à frente,
as terapias baseadas na célula e no gene (ver Capítulo 5), embora ainda
sejam novas, estão começando a elevar a terapia a um novo patamar. Os
princípios que governam a supressão gênica, o esboço, a distribuição e o
controle de genes funcionais artificiais introduzidos nas células, ou de células fabricadas e introduzidas no organismo, são muito diferentes