Rang e Dale: Farmacologia
Respostas sistêmicas na inflamação
particular.
Os eventos gerais das reações inflamatórias e de hipersensibilidade
anteriormente especificados variam em alguns tecidos. Por exemplo, na
inflamação das vias respiratórias que ocorre na asma, os eosinófilos e os
neuropeptídios desempenham um papel especialmente importante (ver
Capítulo 29). Na inflamação do SNC, a infiltração de neutrófilos é menor, e
o influxo de monócitos é retardado, possivelmente devido à falta de
expressão das moléculas de adesão no endotélio vascular do sistema
nervoso central (SNC), bem como à deficiente geração de quimiocinas.
Sabe-se, há muito tempo, que alguns tecidos – parênquima do SNC, câmara
anterior do olho e testículos – são locais imunologicamente protegidos, no
sentido de que um antígeno introduzido diretamente não provoca uma
reação imune (esse aspecto poderia ser bastante desvantajoso para o
hospedeiro).10 Contudo, a introdução de um antígeno já presente no
parênquima do SNC em qualquer outra parte do organismo irá desencadear
o desenvolvimento de respostas imunes/inflamatórias no SNC.
RESPOSTAS SISTÊMICAS NA INFLAMAÇÃO
Além das alterações locais ocorridas em uma área inflamatória, com
frequência há mais manifestações sistêmicas gerais da doença inflamatória.
Normalmente, estas podem incluir febre, aumento da concentração de
leucócitos no sangue e liberação de proteínas de fase aguda a partir do
fígado. Tais proteínas incluem proteína C reativa, α 2-macroglobulina,
fibrinogênio, α1-antitripsina, amiloide A sérico e alguns componentes do complemento. Ao mesmo tempo que a função de muitos desses
componentes ainda é discutível, muitos parecem apresentar algumas ações
antimicrobianas. A proteína C reativa, por exemplo, liga-se a alguns microrganismos, e o complexo resultante ativa o complemento. Outras