Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 91 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Respostas sistêmicas na inflamação

particular.

Os eventos gerais das reações inflamatórias e de hipersensibilidade

anteriormente especificados variam em alguns tecidos. Por exemplo, na

inflamação das vias respiratórias que ocorre na asma, os eosinófilos e os

neuropeptídios desempenham um papel especialmente importante (ver

Capítulo 29). Na inflamação do SNC, a infiltração de neutrófilos é menor, e

o influxo de monócitos é retardado, possivelmente devido à falta de

expressão das moléculas de adesão no endotélio vascular do sistema

nervoso central (SNC), bem como à deficiente geração de quimiocinas.

Sabe-se, há muito tempo, que alguns tecidos – parênquima do SNC, câmara

anterior do olho e testículos – são locais imunologicamente protegidos, no

sentido de que um antígeno introduzido diretamente não provoca uma

reação imune (esse aspecto poderia ser bastante desvantajoso para o

hospedeiro).10 Contudo, a introdução de um antígeno já presente no

parênquima do SNC em qualquer outra parte do organismo irá desencadear

o desenvolvimento de respostas imunes/inflamatórias no SNC.

 

RESPOSTAS SISTÊMICAS NA INFLAMAÇÃO

Além das alterações locais ocorridas em uma área inflamatória, com

frequência há mais manifestações sistêmicas gerais da doença inflamatória.

Normalmente, estas podem incluir febre, aumento da concentração de

leucócitos no sangue e liberação de proteínas de fase aguda a partir do

fígado. Tais proteínas incluem proteína C reativa, α 2-macroglobulina,

fibrinogênio, α1-antitripsina, amiloide A sérico e alguns componentes do complemento. Ao mesmo tempo que a função de muitos desses

componentes ainda é discutível, muitos parecem apresentar algumas ações

antimicrobianas. A proteína C reativa, por exemplo, liga-se a alguns microrganismos, e o complexo resultante ativa o complemento. Outras