Rang e Dale: Farmacologia
Fármacos que afetam o sistema biliar
molécula de adesão celular adressina de mucosa do tipo 1 nas células
epiteliais do intestino, reduzindo os efeitos inflamatórios no tecido
intestinal que surgem da transmigração dos linfócitos T. Em contraste, o
ustequinumabe está direcionado para a subunidade da proteína p40 da
interleucina (IL)-12 e a IL-23 e impede que essas citocinas se liguem aos
receptores da IL-12Rb1 nas células imunológicas. O vedolizumabe e o
ustequinumabe estão indicados para pacientes com doença de Crohn com
atividade moderada a grave que não responderam ao tratamento
convencional ou a outros produtos biofarmacêuticos ou não podem tolerá-
los.
O antialérgico cromoglicato de sódio (ver Capítulo 29) algumas vezes é
usado para tratar sintomas GI associados a alergias alimentares.
FÁRMACOS QUE AFETAM O SISTEMA BILIAR
A afecção patológica mais comum do trato biliar é a colelitíase por
colesterol, formação de cálculos biliares com um alto conteúdo de
colesterol. A cirurgia, em geral, é a opção preferida, mas há fármacos ativos
por via oral que dissolvem cálculos biliares de colesterol não calcificados,
“radiolúcidos”. O principal agente é o ácido ursodesoxicólico, um
constituinte menor da bile humana, mas o principal ácido biliar no urso, por
isso seu nome. O principal efeito adverso é diarreia.
A cólica biliar, produzida pela passagem de cálculos biliares pelo ducto
biliar, pode ser muito grave, podendo requerer alívio de imediato. A
morfina alivia a dor com eficácia, mas pode ter um efeito local indesejável
porque causa constrição do esfíncter de Oddi e eleva a pressão no ducto
biliar; por isso, a buprenorfina pode ser preferível. A petidina tem ações
semelhantes, embora relaxe outros músculos lisos, como os do ureter. A atropina é comumente empregada para aliviar o espasmo biliar porque tem