Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 380 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Fármacos que afetam o sistema biliar

molécula de adesão celular adressina de mucosa do tipo 1 nas células

epiteliais do intestino, reduzindo os efeitos inflamatórios no tecido

intestinal que surgem da transmigração dos linfócitos T. Em contraste, o

ustequinumabe está direcionado para a subunidade da proteína p40 da

interleucina (IL)-12 e a IL-23 e impede que essas citocinas se liguem aos

receptores da IL-12Rb1 nas células imunológicas. O vedolizumabe e o

ustequinumabe estão indicados para pacientes com doença de Crohn com

atividade moderada a grave que não responderam ao tratamento

convencional ou a outros produtos biofarmacêuticos ou não podem tolerá-

los.

O antialérgico cromoglicato de sódio (ver Capítulo 29) algumas vezes é

usado para tratar sintomas GI associados a alergias alimentares.

 

FÁRMACOS QUE AFETAM O SISTEMA BILIAR

A afecção patológica mais comum do trato biliar é a colelitíase por

colesterol, formação de cálculos biliares com um alto conteúdo de

colesterol. A cirurgia, em geral, é a opção preferida, mas há fármacos ativos

por via oral que dissolvem cálculos biliares de colesterol não calcificados,

“radiolúcidos”. O principal agente é o ácido ursodesoxicólico, um

constituinte menor da bile humana, mas o principal ácido biliar no urso, por

isso seu nome. O principal efeito adverso é diarreia.

A cólica biliar, produzida pela passagem de cálculos biliares pelo ducto

biliar, pode ser muito grave, podendo requerer alívio de imediato. A

morfina alivia a dor com eficácia, mas pode ter um efeito local indesejável

porque causa constrição do esfíncter de Oddi e eleva a pressão no ducto

biliar; por isso, a buprenorfina pode ser preferível. A petidina tem ações

semelhantes, embora relaxe outros músculos lisos, como os do ureter. A atropina é comumente empregada para aliviar o espasmo biliar porque tem