Rang e Dale: Farmacologia
Adenosina e o sistema cardiovascular
na respiração, ajustando-os às necessidades metabólicas dos tecidos.
ADENOSINA E O SISTEMA CARDIOVASCULAR
A adenosina inibe a atividade do marca-passo cardíaco e a condução no nó
atrioventricular, sendo provável que todos os quatro receptores de
adenosina estejam envolvidos nesses efeitos. Por causa disso, a adenosina
pode ser aplicada terapeuticamente, sendo administrada na forma de injeção
intravenosa em bolus para interromper a taquicardia supraventricular (ver
Capítulo 22). Em virtude da curta duração da sua ação (ela é destruída ou
capturada poucos segundos após administração intravenosa), é considerada
mais segura que alternativas como os antagonistas β-adrenérgicos ou o
verapamil. O regadenoson, um potente vasodilatador usado para testes
diagnósticos da função cardíaca, é um agonista A 2A seletivo. O dipiridamol
(fármaco vasodilatador e antiagregante plaquetário: ver Capítulo 25)
bloqueia a captação de adenosina pelas células, aumentando efetivamente a
sua concentração extracelular.
ADENOSINA NA ASMA
Os receptores de adenosina são encontrados em todos os tipos celulares
envolvidos na asma (ver Capítulo 29), e sua farmacologia geral é complexa.
Por exemplo, a ativação do subtipo A 2A exerce um papel amplamente protetor e anti-inflamatório; contudo, ao atuar por intermédio do receptor
A 1, a adenosina promove a liberação de mediadores dos mastócitos e causa aumento da secreção de muco, broncoconstrição e ativação leucocitária. As
metilxantinas, especialmente os análogos da teofilina (ver Capítulo 29), são
antagonistas dos receptores da adenosina. A teofilina tem sido utilizada no
tratamento da asma, e parte de sua atividade benéfica pode ser atribuída ao seu antagonismo do receptor A1; no entanto, as metilxantinas também aumentam o cAMP mediante da inibição da fosfodiesterase, o que