Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 302 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Adesão e ativação de plaquetas

após o início do tratamento. Para evitá-lo, o tratamento com varfarina é

geralmente iniciado juntamente com uma heparina, exceto em pacientes que

evoluem com TIH como efeito adverso da heparina (p. 324).

O uso clínico dos anticoagulantes está resumido no boxe clínico.

 

Usos clínicos dos anticoagulantes

 

A heparina (geralmente em forma de heparina de baixo peso molecular) é usada no

atendimento imediato. Para tratamento prolongado, emprega-se varfarina ou um inibidor

direto da trombina ou do Xa. Os anticoagulantes são utilizados na prevenção de:

• Trombose venosa profunda (p. ex., perioperatoriamente)

• Extensão de trombose venosa profunda estabelecida

• Embolismo pulmonar

• Trombose e embolização em pacientes com brilação atrial (ver Capítulo 22)

• Trombose em próteses valvares

• Coagulação em circulação extracorpórea (p. ex., durante hemodiálise)

• Progressão do dano do miocárdio em pacientes com angina instável e durante o

tratamento do IAM com elevação de ST.

 

ADESÃO E ATIVAÇÃO DE PLAQUETAS

As plaquetas mantêm a integridade da circulação: uma contagem

plaquetária baixa resulta em púrpura trombocitopênica.6 Quando as

plaquetas são ativadas, elas sofrem uma sequência de reações que são

essenciais para a hemostasia, importantes para a cicatrização dos vasos

sanguíneos lesionados e desempenham um papel na inflamação (ver

Capítulo 18). Essas reações, das quais várias são redundantes (no sentido de que se uma via de ativação estiver bloqueada, a outra está disponível) e

várias outras autocatalíticas, incluem:

 

• Adesão após lesão vascular (por meio da formação de pontes de fator de

von Willebrand entre macromoléculas subendoteliais e receptores de

glicoproteína [GP] Ib na superfície da plaqueta)7

• Alteração da forma (de discos lisos para esferas espinhosas com

pseudópodos protrusos)

• Secreção do conteúdo dos grânulos (incluindo agonistas plaquetários,

como ADP e 5-hidroxitriptamina, e fatores de coagulação e de

crescimento, como o fator de crescimento derivado de plaquetas)

• Biossíntese de mediadores lábeis, como o fator ativador de plaquetas e

TXA2 (ver Capítulo 18 e Figura 25.7)

• Agregação, que é promovida por vários agonistas, como colágeno,

trombina, ADP, 5-hidroxitriptamina e TXA2, atuando em receptores

específicos na superfície plaquetária; a ativação por agonistas leva à

expressão de GP IIb/IIIa, receptores que ligam fibrinogênio, o que

interliga plaquetas adjacentes para formar agregados

• Exposição de fosfolipídios ácidos na superfície plaquetária,

promovendo a formação de trombina (e, assim, mais ativação de

plaquetas via receptores de trombina e formação de fibrina via clivagem

do fibrinogênio; ver anteriormente).

 

Esses processos são essenciais para a hemostasia, mas podem ser iniciados

inadequadamente se a parede arterial estiver doente, mais frequentemente

na aterosclerose, resultando em trombose (Figura 25.7).

Figura 25.7 Ativação de plaquetas. O esquema mostra os eventos envolvidos na adesão e agregação de plaquetas e os locais de ação de fármacos e mediadores endógenos. AA, ácido araquidônico; ADP, adenosina bifosfato; GP, glicoproteína; NO, óxido nítrico; TXA , tromboxano A . 2 2