Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 724 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Resistência aos fármacos anticâncer

seletivamente para o tumor (p. ex., no caso de tumores do esôfago

obstrutivos).

 

RESISTÊNCIA AOS FÁRMACOS ANTICÂNCER

Diz-se que a resistência manifestada pelas células neoplásicas aos fármacos

citotóxicos pode ser primária (presente quando o fármaco é administrado

pela primeira vez) ou adquirida (desenvolve-se durante o tratamento com o

fármaco). A resistência adquirida pode resultar da adaptação das células

tumorais ou da mutação, com a emergência de células menos suscetíveis ou

resistentes ao fármaco, as quais, consequentemente, têm vantagem seletiva

sobre as células sensíveis. A seguir, temos exemplos de diversos

mecanismos de resistência. Ver Mimeault et al. (2008) para uma avaliação

crítica dessa questão.

 

• Diminuição no acúmulo dos fármacos citotóxicos nas células, como

resultado da maior expressão de proteínas de transporte do fármaco

dependentes de energia na superfície celular. Essas proteínas são

responsáveis pela multirresistência a diversos fármacos anticâncer

estruturalmente diferentes (p. ex., doxorrubicina, vimblastina e

dactinomicina; Gottesman et al., 2002). Um membro importante desse

grupo transportador é a glicoproteína-P (P-gp/MDR1; ver Capítulo 9).

A glicoproteína P protege as células contra as toxinas ambientais.

Funciona como um “aspirador de pó” hidrofóbico, coletando

substâncias químicas estranhas, como os fármacos, quando eles

atravessam a membrana celular, e, a seguir, expelindo-os. Agentes não

citotóxicos que revertem a multirresistência aos fármacos estão sendo

investigados como adjuvantes em potencial ao tratamento

• Queda na quantidade de fármaco captada pela célula (p. ex., no caso

de metotrexato)