Rang e Dale: Farmacologia
Resistência aos fármacos anticâncer
seletivamente para o tumor (p. ex., no caso de tumores do esôfago
obstrutivos).
RESISTÊNCIA AOS FÁRMACOS ANTICÂNCER
Diz-se que a resistência manifestada pelas células neoplásicas aos fármacos
citotóxicos pode ser primária (presente quando o fármaco é administrado
pela primeira vez) ou adquirida (desenvolve-se durante o tratamento com o
fármaco). A resistência adquirida pode resultar da adaptação das células
tumorais ou da mutação, com a emergência de células menos suscetíveis ou
resistentes ao fármaco, as quais, consequentemente, têm vantagem seletiva
sobre as células sensíveis. A seguir, temos exemplos de diversos
mecanismos de resistência. Ver Mimeault et al. (2008) para uma avaliação
crítica dessa questão.
• Diminuição no acúmulo dos fármacos citotóxicos nas células, como
resultado da maior expressão de proteínas de transporte do fármaco
dependentes de energia na superfície celular. Essas proteínas são
responsáveis pela multirresistência a diversos fármacos anticâncer
estruturalmente diferentes (p. ex., doxorrubicina, vimblastina e
dactinomicina; Gottesman et al., 2002). Um membro importante desse
grupo transportador é a glicoproteína-P (P-gp/MDR1; ver Capítulo 9).
A glicoproteína P protege as células contra as toxinas ambientais.
Funciona como um “aspirador de pó” hidrofóbico, coletando
substâncias químicas estranhas, como os fármacos, quando eles
atravessam a membrana celular, e, a seguir, expelindo-os. Agentes não
citotóxicos que revertem a multirresistência aos fármacos estão sendo
investigados como adjuvantes em potencial ao tratamento
• Queda na quantidade de fármaco captada pela célula (p. ex., no caso
de metotrexato)