Rang e Dale: Farmacologia
Ação de fármacos no sistema nervoso central
apresentam um grande potencial, mas ainda desconhecido, em termos
de melhoria dos fármacos para doenças neurológicas e psiquiátricas.
O conhecimento de neurobiologia da epilepsia, da esquizofrenia e da
doença depressiva está aumentando e, felizmente, isso resultará em novas
estratégias para tratar essas patologias incapacitantes. A fisiopatologia e as
causas genéticas da neurodegeneração estão começando a ser
compreendidas (ver Capítulo 41), conduzindo a terapias genéticas há muito
esperadas para os distúrbios do SNC. Neste sentido, a nusinersena, um
oligonucleotídio antissenso que corrige o defeito genético que causa atrofia
muscular espinal, foi recentemente aprovada para utilização clínica.
AÇÃO DE FÁRMACOS NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL
Conforme já salientado, os mecanismos celular e molecular subjacentes à
ação dos fármacos no SNC e periférico têm muito em comum. No entanto,
é problemático compreender de que forma os fármacos alteram a função
cerebral. Uma das dificuldades é a complexidade das interconexões
neuronais no cérebro – a rede neuronal. A Figura 38.2 ilustra, de maneira
esquemática, os tipos de interconexões que existem tipicamente para,
digamos, um neurônio adrenérgico no locus coeruleus (ver Capítulo 40),
mostrado como neurônio 1no diagrama, liberando o transmissora no seu
terminal. A liberação de a afeta o neurônio 2 (que libera o transmissorb) e
também afeta o neurônio 1 por retroalimentação (feedback) direta e,
indiretamente, por afetar os impulsos pré-sinápticos que chegam ao
neurônio 1. O padrão de descarga do neurônio 2 também afeta o sistema
parcialmente por meio das conexões interneuronais (neurônio 3, liberando
o transmissorc). Até mesmo nesse nível grosseiro e extremamente
simplificado, os efeitos sobre o sistema do bloqueio ou do reforço na
liberação ou nas ações de um dos transmissores são difíceis de serem previstos e dependerão sobretudo da força relativa das várias conexões