Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 468 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Ação de fármacos no sistema nervoso central

apresentam um grande potencial, mas ainda desconhecido, em termos

de melhoria dos fármacos para doenças neurológicas e psiquiátricas.

O conhecimento de neurobiologia da epilepsia, da esquizofrenia e da

doença depressiva está aumentando e, felizmente, isso resultará em novas

estratégias para tratar essas patologias incapacitantes. A fisiopatologia e as

causas genéticas da neurodegeneração estão começando a ser

compreendidas (ver Capítulo 41), conduzindo a terapias genéticas há muito

esperadas para os distúrbios do SNC. Neste sentido, a nusinersena, um

oligonucleotídio antissenso que corrige o defeito genético que causa atrofia

muscular espinal, foi recentemente aprovada para utilização clínica.

 

AÇÃO DE FÁRMACOS NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Conforme já salientado, os mecanismos celular e molecular subjacentes à

ação dos fármacos no SNC e periférico têm muito em comum. No entanto,

é problemático compreender de que forma os fármacos alteram a função

cerebral. Uma das dificuldades é a complexidade das interconexões

neuronais no cérebro – a rede neuronal. A Figura 38.2 ilustra, de maneira

esquemática, os tipos de interconexões que existem tipicamente para,

digamos, um neurônio adrenérgico no locus coeruleus (ver Capítulo 40),

mostrado como neurônio 1no diagrama, liberando o transmissora no seu

terminal. A liberação de a afeta o neurônio 2 (que libera o transmissorb) e

também afeta o neurônio 1 por retroalimentação (feedback) direta e,

indiretamente, por afetar os impulsos pré-sinápticos que chegam ao

neurônio 1. O padrão de descarga do neurônio 2 também afeta o sistema

parcialmente por meio das conexões interneuronais (neurônio 3, liberando

o transmissorc). Até mesmo nesse nível grosseiro e extremamente

simplificado, os efeitos sobre o sistema do bloqueio ou do reforço na

liberação ou nas ações de um dos transmissores são difíceis de serem previstos e dependerão sobretudo da força relativa das várias conexões