Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 532 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Anestésicos inalatórios

frequência cardíaca geralmente aumentam, e a respiração não é afetada

em doses efetivas do anestésico. Isso torna relativamente segura a

utilização nas situações de cuidados médicos com poucos meios

tecnológicos ou em situações de acidente ou emergência em que pode

ser administrada por via intramuscular, se não for possível por via

intravenosa.5 Contudo, a cetamina, diferentemente dos outros fármacos

anestésicos intravenosos, pode aumentar a pressão intracraniana, de

modo que não deve ser administrada a pacientes com pressão

intracraniana elevada ou risco de isquemia cerebral. A outra principal

desvantagem da cetamina é que alucinações, e às vezes delírio e

comportamento irracional, são comuns durante a recuperação. Esses

efeitos posteriores limitam sua utilidade, porém acredita-se que sejam

menos pronunciados em crianças,6 e a cetamina, geralmente em

conjunto com um benzodiazepínico, às vezes ainda é utilizada para

procedimentos pediátricos menores.

 

Midazolam

O midazolam, um benzodiazepínico (ver Capítulo 45), apresenta início e

término de ação mais lentos que os fármacos vistos anteriormente, porém,

assim como a cetamina, causa menor depressão cardiovascular e

respiratória. O midazolam (ou diazepam) é comumente utilizado como

sedativo pré-operatório e em procedimentos como endoscopia, em que não

é necessária anestesia geral. Pode ser administrado em combinação com um

analgésico, como a alfentanila. Em caso de superdosagem, o quadro pode

ser revertido pelo flumazenil (ver Capítulo 45).

 

ANESTÉSICOS INALATÓRIOS