Rang e Dale: Farmacologia
Anestésicos inalatórios
frequência cardíaca geralmente aumentam, e a respiração não é afetada
em doses efetivas do anestésico. Isso torna relativamente segura a
utilização nas situações de cuidados médicos com poucos meios
tecnológicos ou em situações de acidente ou emergência em que pode
ser administrada por via intramuscular, se não for possível por via
intravenosa.5 Contudo, a cetamina, diferentemente dos outros fármacos
anestésicos intravenosos, pode aumentar a pressão intracraniana, de
modo que não deve ser administrada a pacientes com pressão
intracraniana elevada ou risco de isquemia cerebral. A outra principal
desvantagem da cetamina é que alucinações, e às vezes delírio e
comportamento irracional, são comuns durante a recuperação. Esses
efeitos posteriores limitam sua utilidade, porém acredita-se que sejam
menos pronunciados em crianças,6 e a cetamina, geralmente em
conjunto com um benzodiazepínico, às vezes ainda é utilizada para
procedimentos pediátricos menores.
Midazolam
O midazolam, um benzodiazepínico (ver Capítulo 45), apresenta início e
término de ação mais lentos que os fármacos vistos anteriormente, porém,
assim como a cetamina, causa menor depressão cardiovascular e
respiratória. O midazolam (ou diazepam) é comumente utilizado como
sedativo pré-operatório e em procedimentos como endoscopia, em que não
é necessária anestesia geral. Pode ser administrado em combinação com um
analgésico, como a alfentanila. Em caso de superdosagem, o quadro pode
ser revertido pelo flumazenil (ver Capítulo 45).
ANESTÉSICOS INALATÓRIOS