Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 518 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Esclerose lateral amiotrófica

expressão da huntingtina mutante ou possivelmente os transplantes

neuronais, quando estiverem disponíveis, provem ser úteis.

 

ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA

A ELA é a forma mais comum de doença do neurônio motor, em que a

degeneração de neurônios motores conduz a paralisia e, finalmente, morte.

Na ELA, a degeneração ocorre nos neurônios motores superiores, aqueles

que se projetam dos centros superiores para a medula espinal e nos

neurônios motores inferiores, aqueles que se projetam do corno ventral da

medula espinal para o músculo esquelético. As causas de ELA não são

conhecidas, mas há evidência de que fatores genéticos e ambientais, como a

exposição a toxinas bacterianas, metais pesados, pesticidas e traumatismo,

estejam envolvidos.10 Mutações em vários genes – SOD1, C9orf72 e NEK1

– têm sido associadas com alguns casos de ELA familiar (Pochet, 2017).

Os fármacos correntemente utilizados na ELA são o riluzol e a

edaravona. O riluzol pode funcionar reduzindo a liberação de glutamato,

enquanto a edaravona pode reduzir o estresse oxidativo. Contudo, esses

fármacos proporcionam apenas melhora limitada. Estão em curso ensaios

clínicos com terapias de oligonucleotídios antisense, desenhadas para

suprimir a expressão de genes mutados, e terapias de células estaminais.

 

ATROFIA MUSCULAR ESPINAL

A AME é um grupo de distúrbios neuromusculares hereditários em que há

degeneração de neurônios motores e atrofia muscular progressiva. É a causa

genética mais comum de morte de recém-nascidos. Os neurônios motores

requerem a expressão de uma proteína, apropriadamente chamada proteína

de sobrevivência do neurônio motor (SMN; do inglês, survival motorneuron

protein), para que sobrevivam e funcionem normalmente. A AME é causada por um defeito genético no gene SMN-1 de codificação de SMN.