Rang e Dale: Farmacologia
Síntese e armazenamento da histamina
Em um estudo clássico, Dale et al. demonstraram que uma reação
anafilática local (tipo I ou “reação de hipersensibilidade imediata”, tal como
a resposta à albumina do ovo em um animal já com hipersensibilidade à
substância; ver Capítulo 7) era causada por reações antígeno-anticorpo em
tecidos hipersensíveis e descobriram que a histamina mimetizava esse efeito
seja in vitro ou in vivo. Estudos posteriores confirmaram que a histamina
está presente em tecidos e é liberada (em conjunto com outros mediadores)
durante a anafilaxia.
SÍNTESE E ARMAZENAMENTO DA HISTAMINA
A histamina é uma amina básica formada a partir da histidina pela ação da
histidina-descarboxilase (Figura 18.1). Encontra-se na maioria dos tecidos,
mas está presente em grandes concentrações em tecidos em contato com o
mundo exterior (pulmões, pele e trato gastrintestinal). Em nível celular, é
encontrada principalmente nos mastócitos (aproximadamente 0,1 a 0,2
pmol/célula) e nos basófilos (0,01 pmol/célula), mas a histamina também é
encontrada em células não mastocitárias, como os histaminócitos no
estômago e os neurônios histaminérgicos no cérebro (ver Capítulo 40). Nos
mastócitos e basófilos, a histamina encontra-se armazenada nos grânulos
intracelulares formando um complexo com uma proteína ácida e uma
heparina de alto peso molecular denominada macro-heparina.
LIBERAÇÃO DA HISTAMINA
A histamina é liberada pelos mastócitos por meio da exocitose durante
reações alérgicas ou inflamatórias. Os estímulos incluem a interação dos
componentes do complemento C3a e C5a (ver Capítulo 7) com receptores
específicos da superfície celular, e a combinação de antígeno com os
anticorpos da imunoglobina IgE. Tal como em muitos processos secretores