Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 206 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Síntese e armazenamento da histamina

Em um estudo clássico, Dale et al. demonstraram que uma reação

anafilática local (tipo I ou “reação de hipersensibilidade imediata”, tal como

a resposta à albumina do ovo em um animal já com hipersensibilidade à

substância; ver Capítulo 7) era causada por reações antígeno-anticorpo em

tecidos hipersensíveis e descobriram que a histamina mimetizava esse efeito

seja in vitro ou in vivo. Estudos posteriores confirmaram que a histamina

está presente em tecidos e é liberada (em conjunto com outros mediadores)

durante a anafilaxia.

 

SÍNTESE E ARMAZENAMENTO DA HISTAMINA

A histamina é uma amina básica formada a partir da histidina pela ação da

histidina-descarboxilase (Figura 18.1). Encontra-se na maioria dos tecidos,

mas está presente em grandes concentrações em tecidos em contato com o

mundo exterior (pulmões, pele e trato gastrintestinal). Em nível celular, é

encontrada principalmente nos mastócitos (aproximadamente 0,1 a 0,2

pmol/célula) e nos basófilos (0,01 pmol/célula), mas a histamina também é

encontrada em células não mastocitárias, como os histaminócitos no

estômago e os neurônios histaminérgicos no cérebro (ver Capítulo 40). Nos

mastócitos e basófilos, a histamina encontra-se armazenada nos grânulos

intracelulares formando um complexo com uma proteína ácida e uma

heparina de alto peso molecular denominada macro-heparina.

 

LIBERAÇÃO DA HISTAMINA

A histamina é liberada pelos mastócitos por meio da exocitose durante

reações alérgicas ou inflamatórias. Os estímulos incluem a interação dos

componentes do complemento C3a e C5a (ver Capítulo 7) com receptores

específicos da superfície celular, e a combinação de antígeno com os

anticorpos da imunoglobina IgE. Tal como em muitos processos secretores