Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 696 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Novos fármacos antimaláricos em potencial

abdominal, náuseas e vômitos. Gestantes ou lactantes não devem receber

atovaquona.

 

■ Resistência

A resistência à atovaquona é rápida e resulta de mutação puntiforme isolada

no gene para o citocromo B. A resistência ao tratamento combinado com a

atovaquona e o proguanil é menos comum.

 

NOVOS FÁRMACOS ANTIMALÁRICOS EM POTENCIAL

A malária foi chamada “doença reemergente”, muito por causa do aumento

do aparecimento de cepas resistentes do parasito. Nenhum fármaco sintético

novo foi descoberto em mais de 40 anos e, como tal, o progresso tornou-se

uma questão urgente. Sucessos tanto na procura de novas substâncias

(Thota, 2016; Mishra et al., 2017) quanto de novos alvos (p. ex., Achieng et

al., 2017; Deu, 2017), em conjunto com melhor compreensão dos aspectos

da farmacocinética dos fármacos atuais (Na-Bangchang e Karbwang, 2009;

Basore et al., 2015), deveriam originar melhores regimes de tratamento.

Held et al. (2015) reviram novos antimaláricos em desenvolvimento de fase

II.

Contudo, talvez o avanço mais significativo tenha sido a aplicação da

síntese biológica para resolver o problema de produção de artemisinina.

Comprovadamente, é difícil sintetizar a artemisinina por meio de técnicas

químicas convencionais, sendo igualmente difícil sua coleta em grandes

quantidades. A utilização de leveduras geneticamente modificadas

transfectadas com genes de Artemisia tornou possível a produção de

grandes quantidades do precursor ácido artemisínico, facilmente convertido em artemisinina (Paddon et al., 2013), aliviando, assim, a desanimadora