Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 484 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Vias noradrenérgicas no sistema nervoso central

hidroxi-4-metoxifenilglicol (MHPG) (ver Figura 15.3).

 

VIAS NORADRENéRGICAS NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Embora o papel transmissor da norepinefrina no encéfalo já fosse

suspeitado nos anos 1950, a análise detalhada de sua distribuição neural só

se tornou possível quando a técnica da fluorescência, baseada na formação

de um derivado fluorescente das catecolaminas, quando os tecidos são

expostos ao formaldeído, foi desenvolvida por Falck e Hillarp. Mapas

detalhados da via dos neurônios noradrenérgicos, dopaminérgicos e

serotoninérgicos nos animais de laboratório foram produzidos e,

posteriormente, confirmados nos cérebros humanos. Os corpos celulares

dos neurônios adrenérgicos ocorrem em pequenos grupos na ponte e no

bulbo, e eles enviam extensas ramificações de axônios para muitas outras

partes do encéfalo e da medula espinal (Figura 40.1). O grupo mais

proeminente é o locus coeruleus (LC), localizado na ponte. Embora ele

contenha apenas cerca de 10.000 neurônios nos seres humanos, os axônios,

dispostos em um discreto feixe prosencefálico medial, originam muitos

milhões de terminais nervosos noradrenérgicos em todo o córtex,

hipocampo, tálamo, hipotálamo e cerebelo. Esses terminais nervosos não

formam contatos sinápticos distintos, mas parecem liberar o transmissor de

modo um pouco difuso. O LC também se projeta para a medula espinal e

está envolvido no controle descendente das vias da dor (ver Capítulo 43).

Outros neurônios noradrenérgicos situam-se próximo ao LC, na ponte e

no bulbo, e projetam-se para a amígdala, o hipotálamo, o hipocampo e para

outras partes do prosencéfalo, bem como para a medula espinal. Um grupo

menor de neurônios adrenérgicos, que libera epinefrina em vez de

norepinefrina, situa-se mais ventralmente no tronco encefálico. Essas células contêm feniletanolamina N-metil transferase, a enzima que converte