Rang e Dale: Farmacologia
Vias noradrenérgicas no sistema nervoso central
hidroxi-4-metoxifenilglicol (MHPG) (ver Figura 15.3).
VIAS NORADRENéRGICAS NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL
Embora o papel transmissor da norepinefrina no encéfalo já fosse
suspeitado nos anos 1950, a análise detalhada de sua distribuição neural só
se tornou possível quando a técnica da fluorescência, baseada na formação
de um derivado fluorescente das catecolaminas, quando os tecidos são
expostos ao formaldeído, foi desenvolvida por Falck e Hillarp. Mapas
detalhados da via dos neurônios noradrenérgicos, dopaminérgicos e
serotoninérgicos nos animais de laboratório foram produzidos e,
posteriormente, confirmados nos cérebros humanos. Os corpos celulares
dos neurônios adrenérgicos ocorrem em pequenos grupos na ponte e no
bulbo, e eles enviam extensas ramificações de axônios para muitas outras
partes do encéfalo e da medula espinal (Figura 40.1). O grupo mais
proeminente é o locus coeruleus (LC), localizado na ponte. Embora ele
contenha apenas cerca de 10.000 neurônios nos seres humanos, os axônios,
dispostos em um discreto feixe prosencefálico medial, originam muitos
milhões de terminais nervosos noradrenérgicos em todo o córtex,
hipocampo, tálamo, hipotálamo e cerebelo. Esses terminais nervosos não
formam contatos sinápticos distintos, mas parecem liberar o transmissor de
modo um pouco difuso. O LC também se projeta para a medula espinal e
está envolvido no controle descendente das vias da dor (ver Capítulo 43).
Outros neurônios noradrenérgicos situam-se próximo ao LC, na ponte e
no bulbo, e projetam-se para a amígdala, o hipotálamo, o hipocampo e para
outras partes do prosencéfalo, bem como para a medula espinal. Um grupo
menor de neurônios adrenérgicos, que libera epinefrina em vez de
norepinefrina, situa-se mais ventralmente no tronco encefálico. Essas células contêm feniletanolamina N-metil transferase, a enzima que converte