Rang e Dale: Farmacologia
5-Hidroxitriptamina
Dopamina no sistema nervoso central
• A dopamina é um neurotransmissor, bem como um precursor da norepinefrina. Ela é
degradada de modo similar à norepinefrina, originando, principalmente, o ácido di-
hidroxifenilacetico e o ácido homovanílico, que são eliminados na urina
• Há quatro principais vias dopaminérgicas:
– Via nigroestriada, importante no controle motor
– Vias mesolímbicas, projetando-se de um grupo de células no mesencéfalo para
partes do sistema límbico, especialmente o nucleus accumbens, envolvidas na
emoção e no sistema de recompensa induzida pelos fármacos
– Via mesocortical, sai do mesencéfalo para o córtex, envolvida na emoção
– Neurônios tubero-hipo sarios que se projetam do hipotálamo para a hipó se, cuja
secreção regulam
• Há cinco subtipos de receptores de dopamina.
Os receptores D1 e D5 estão ligados ao estímulo da adenilato ciclase. Os receptores D2, D3
e D4 estão ligados à ativação dos canais de K+ e à inibição dos canais de Ca2+ e também
à inibição da adenilato ciclase
• Os receptores da D2 podem estar implicados nos sintomas positivos; e os receptores D1,
nos sintomas negativos na esquizofrenia
• A doença de Parkinson está associada à de ciência dos neurônios dopaminérgicos
nigroestriados
• A liberação de hormônios pela adeno-hipo se é regulada pela dopamina, especialmente a
liberação de prolactina (inibida) e a liberação do hormônio do crescimento (estimulada)
• A dopamina age na zona de gatilho quimiorreceptora, causando náuseas e vômitos.
5-HIDROXITRIPTAMINA
A ocorrência e a função da 5-HT (serotonina) na periferia são descritas no
Capítulo 16. O interesse na 5-HT como possível transmissor no SNC data
de 1953, quando Gaddum descobriu que a dietilamida do ácido lisérgico
(LSD; do inglês, lysergic acid diethylamide), um poderoso alucinógeno (ver
Capítulo 49), agia como antagonista da 5-HT nos tecidos periféricos, e
sugeriu que seus efeitos centrais poderiam também estar relacionados com
essa ação. A presença de 5-HT no encéfalo foi demonstrada alguns anos
mais tarde. Ainda que a 5-HT no encéfalo responda por apenas 1% do
conteúdo corporal total, a 5-HT é importante transmissor no SNC (Iversen
et al., 2009; Muller e Jacobs, 2009). A 5-HT está envolvida em diferentes
processos fisiológicos, incluindo sono, apetite, termorregulação e percepção
da dor, assim como em alterações como cefaleia, depressão, mania,
ansiedade, transtornos obsessivos compulsivos, esquizofrenia, autismo e
uso abusivo de fármacos.
Em sua formação, armazenamento e liberação, a 5-HT assemelha-se à
norepinefrina. Seu precursor é o triptofano, um aminoácido derivado da
proteína dietética, cujo conteúdo plasmático varia consideravelmente, de
acordo com a ingestão de alimento e do momento do dia. A 5-HT não
atravessa a barreira hematencefálica e é sintetizada no SNC. O triptofano é
ativamente captado pelos neurônios, convertido a 5-hidroxitriptofano pela
enzima triptofano hidroxilase (ver Figura 16.1) e, em seguida,
descarboxilado por uma descarboxilase inespecífica dos aminoácidos a 5-
HT. O triptofano hidroxilase pode ser seletiva e irreversivelmente inibida
pela p-clorofenilalanina (PCPA). Acredita-se que a disponibilidade do
triptofano e a atividade da triptofano hidroxilase sejam os principais fatores
na regulação da síntese de 5-HT. A descarboxilase é muito semelhante, se
não idêntica, à dopa descarboxilase e não tem função na regulação da
síntese de 5-HT. Em seguida à liberação, a 5-HT é, na maior parte, recuperada pela captação neuronal, por meio de um transportador específico