Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 168 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Receptores da acetilcolina

pressão, resultante da secreção de epinefrina.

A classificação farmacológica de Dale apresenta uma correspondência

estreita com as principais funções fisiológicas da ACh no organismo. As

ações muscarínicas correspondem àquelas da ACh liberada nas terminações

nervosas pós-ganglionares parassimpáticas, com duas exceções

importantes:

 

1. A ACh provoca vasodilatação generalizada, embora a maioria dos vasos

sanguíneos não tenha inervação parassimpática. Este é um efeito

indireto: a ACh (assim como muitos outros mediadores) age sobre as

células endoteliais dos vasos, promovendo a liberação de óxido nítrico

(ver Capítulo 21), que relaxa o músculo liso. A função fisiológica desse

fenômeno não é clara, uma vez que a ACh geralmente não está presente

no sangue circulante.

2. A ACh provoca secreção das glândulas sudoríparas, que são inervadas

por fibras colinérgicas do sistema nervoso simpático (ver Tabela 13.1).

 

As ações nicotínicas correspondem às ações da ACh sobre os gânglios

autônomos dos sistemas simpático e parassimpático, sobre a placa terminal

do músculo voluntário e sobre as células secretoras da medula da

suprarrenal.

 

RECEPTORES DA ACETILCOLINA

Embora o próprio Dale tenha rejeitado o conceito de receptores como

sofisma em vez de ciência, sua classificação funcional forneceu a base para

a distinção dos receptores muscarínicos e nicotínicos, as duas principais

classes de receptores ACh (ver Capítulo 3 e Southan et al., 2016). Vários

fármacos importantes têm como alvo esses receptores e, apesar da sua longa e ilustre história, os recentes avanços continuam a abrir novas